No meio da guerra entre Katy Perry e Lady Gaga surge o vídeo da Cher ! Uma musica que se ouve e dá vontade de se jogar na pista de dança !!! Vale a pena conferir :
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Video: ''Woman's World'', novo clipe da Cher
No meio da guerra entre Katy Perry e Lady Gaga surge o vídeo da Cher ! Uma musica que se ouve e dá vontade de se jogar na pista de dança !!! Vale a pena conferir :
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Assista ao curta: Heterofobia, o mundo ao contrario
O curta troca os papeis e mostra como seria uma criança se descobrindo hétero em um mundo homossexual. O curta consegue transmitir exatamente todo o preconceito que os LGBT enfrentam na realidade.
video em ingles e legendado em espanhol
Jogador pede desculpa por beijo gay e atletas russas negam que beijo foi de protesto
Depois da repercussão de dois beijos gays dados por heterossexuais dos esportes, pedidos de desculpa e declarações de que não foram protestos parecem suspeitas. Os casos aconteceram esta semana e transformaram grandes atitudes em uma clara evidência de que o preconceito atua mais forte ainda contra aqueles que ousam tentar mudar as regras ou confrontá-las.
No Brasil, o jogador Emerson Sheik pediu desculpas pelo beijo dado em amigo e divulgado na internet neste fim de semana.“O mundo do futebol é muito machista e em nenhum momento eu desrespeitei ninguém e se alguém se sentiu desrespeitado desculpa, pois lá era o Emerson pessoa e não o Emerson atleta e o Isaac é um cara que eu tenho um imenso carinho, pois agrega muito em minha vida e a esposa dele está grávida de 9 meses e as pessoas levaram para um lado negativo”, afirmou o atleta ao programa “Os Donos da Bola”, nesta segunda-feira, depois de ser hostilizado e questionado sobre sua atitude.
Na Rússia, onde o beijo na TV poderia ser penalizado em uma lei que pune a propaganda da homossexualidade para menores de idade, a atleta russa Kseniya Ryzhova, medalha de ouro no revezamento 4x400 metros no Mundial de Atletismo, em Moscovo, negou que o beijo dado no pódio da premiação com a companheira de prova e de treinos Yulia Gushchina, no Domingo, tenha sido um beijo de protesto. “Yulia e eu somos ambas casadas e não temos qualquer outro tipo de relação. Treinamos juntas há oito anos. Por isso nos tornamos boas amigas”, afirmou a atleta esta semana.”Em vez de me felicitarem, decidiram me humilhar com essas questões”, desabafou a campeã.
Será? Àqueles que acreditam que ser gay é fácil, aí estão dois exemplos de pessoas que quiseram mostrar um mundo mais igual mas sofreram as consequências de seus pares. Imagina se fossem gays e saíssem do armário?
Fonte: Revista Lado A Revista Lado A
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Comitê Olímpico Internacional proíbe atletas de protestar contra as leis anti gay na Russia
O Comitê Olímpico Internacional informou que é proibido que qualquer atleta mostre apoio ao LGBT russos durante os jogos de Inverno de Sochi.
O COI afirma que este não é devido às leis anti gay recentemente aprovadas na Rússia que proíbe a chamada "propaganda homossexual", mas uma aplicação das regras que regem as olimpíadas.
Artigo 50 do regulamento do COI diz: "nenhum tipo de manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em eventos olímpicos."
"O COI tem uma regra clara estabelecida no regulamento olímpico que afirma que as sedes dos jogos olímpicos não são um lugar para manifestação política ou religiosa", disse um porta-voz do COI, "Esta regra está em vigor durante muitos anos e será aplicada quando necessário.
De acordo com a regra citada, os atletas pegos violando poderiam enfrentar uma "desclassificação ou retirada de pontos dessa pessoa."
Isto significa que qualquer atleta que pudesse ser visto de mãos dadas com um outro atleta do mesmo sexo ou usando um pim do arco-íris em qualquer momento durante os jogos em Sochi, não só vai enfrentar possíveis multas, prisão e deportação sob a lei russa, mas também a punição do internacional comitê olímpico.
O porta-voz do COI também disse que os atletas que violarem a regra 50 do regulamento Olímpico, mostrando apoio à comunidade LGBT serão avaliados individualmente com uma "abordagem sensata" e "dependendo do que foi dito ou feito" serão tomadas as providencias.
Apple censura um app que usava a palavra "bissexual"
Apple volta a censurar qualquer vocabulário LGBT nos seus apps. Nesta ocasião a palavra é "bissexual".
Só por incluir a palavra "bissexual" na descrição do seu app, Sarah Prager, uma ativista LGBT, foi notificada de que poderia ser eliminado do iTunes Store a app em questão. O aplicativo é um calendário que a cada dia, te mostra uma piada LGBT.
Ela criou uma petição em Change.org para que lhe permitam definir como tem que ser o seu app. Em entrevista Sarah Prager disse: "me surpreendeu muito, já que sei que a Apple é muito LGBT friendly. Ainda que a comunidade gay e lésbica avance rápido, a luta dos bissexuais por visibilidade ainda segue. Se consideramos a palavra "bissexual" como spam, ao invés de um adjetivo de identidade, se contribui para o preconceito".
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Vídeo: Documentário mostra a vida dos LGBT na Uganda, País africano altamente homofóbico
O documentário revela a vida dos gays em um país, a Uganda, onde vários indivíduos não podem viver a sua sexualidade livremente e pagam por isso com a própria vida.
Scott Mills viaja até Uganda, onde a pena de morte poderá ser adotada para aqueles que forem gays. O DJ e apresentador da BBC Radio 1, homossexual assumido e respeitado no Reino Unido, descobre o que é viver em uma sociedade que processa pessoas como ele e se encontra com aqueles que lideram a campanha do ódio.
Veja também : Evangélicos norte americanos implicados na perseguição aos homossexuais na Uganda. link abaixo:
http://www.dw.de/evang%C3%A9licos-norte-americanos-implicados-na-persegui%C3%A7%C3%A3o-aos-homossexuais-no-uganda/a-16990978
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Marco Feliciano denuncia a polícia federal rapazes que dançaram a musica "Robocop Gay" para ele
Querendo "não deixar por menos" depois da divulgação do vídeo onde dois rapazes cantam a música "Robocop Gay", o deputado Marco Feliciano enviou denúncia a polícia federal.
Veja abaixo:
Denunciado a PF caso de Abuso no Avião
Nesta terça-feira (13) foi formalizada por oficio a Polícia Federal a denúncia do abuso sofrido pelo Deputado Pastor Marco Feliciano durante um vôo de Brasília a Guarulhos, oficio abaixo:
OF. 1209/2013 – PrMF
Brasília, 13 de agosto de 2013.
Excelentíssimo Senhor
LEANDRO DAIELO COIMBRA
Diretor Geral da Policia Federal
Brasília-DF
Senhor Diretor.
Solicito a Vossa Excelência providencias no sentido de instaurar Inquérito Policial para apurar fatos ocorridos na ultima quinta feira em voo de Brasília-DF, com destino a Belo Horizonte- MG, com escala em São Paulo, voo nº 5019 – Azul Linhas Aéreas, onde fui atacado por um grupo de rapazes que se portavam de forma deseducada e com trejeitos aparentes de homossexuais, com ataques a minha pessoa, inclusive, com contato físico me tocando, causando danos a minha pessoa, perturbando meu sossego. Ações desse tipo, em reação a minha atuação parlamentar causa um grande mal a democracia em nosso Pais, e serve de mau exemplo para os jovens.
Saliento que durante o voo, tomando conhecimento dos fatos e sabedor do risco que todos os passageiros correriam no caso de um tumulto generalizado, o Comandante ameaçou retornar o vôo para Brasília-DF.
Ao desembarcar em Guarulhos-SP, para conexão, fui contatado por agentes da Policia Federal que me orientaram a dirigir-me ao posto da PF no aeroporto para registrar os fatos o que não foi possível no momento devido ao tempo exíguo do novo embarque para o destino final onde tinha um compromisso contratual para ministrar palestra para milhares de pessoas.
Para minha surpresa, os mesmos agressores de forma acintosa, e certos da impunidade, postaram Vídeo, em anexo, gravado por eles mesmo na internet, vangloriando-se da agressão e citando a não ação da própria Policia Federal, como se vivêssemos num Pais sem lei, e que todos os passageiros do voo, seus tripulantes e o Comandante fossem também obrigados a passar por esses riscos sem nenhuma reação das autoridades.
Certo de vossa atenção, antecipadamente agradeço e coloco meu gabinete a disposição.
Pr. Marco Feliciano
Deputado Federal PSC/SP
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
Fonte: https://www.facebook.com/PastorMarcoFeliciano/posts/293361260803900
Rapazes que dançaram para Marco Feliciano comentam o ocorrido :
http://www.bhaz.com.br/nao-somos-gays-e-essa-nao-e-uma-briga-de-minoria-diz-jovem-que-dancou-hit-para-feliciano/
Condomínio de luxo para aposentados gays gera polêmica na França
A criação de um condomínio residencial para aposentados gays na França, o primeiro empreendimento desse tipo no país, suscita debates sobre o "comunitarismo homossexual" e divide opiniões de associações que lutam contra discriminações.
O projeto imobiliário, situado no sudoeste da França, também provocou reações negativas por parte do prefeito e de moradores do pequeno vilarejo de Sallèles d’Aude, nos arredores do condomínio.
O empreendimento Village ─ Canal du Midi "é um oásis privado para a comunidade gay e lésbica que deseja levar uma vida ativa e sadia em um clima quente e amistoso do sul da França", diz o catálogo de vendas da empresa britânica Villages Group.
O grupo constrói condomínios residenciais na França para pessoas com mais de 50 anos e visa normalmente a clientela inglesa.
O condomínio para gays terá 107 casas "ecológicas", vendidas entre 236 mil e 248 mil euros (entre R$ 717,3 mil e R$ 753,8 mil), além de duas piscinas, quadra de tênis, campo de golf, sauna, centros de lazer e ainda um hotel e um restaurante, abertos ao público em geral.
O catálogo do projeto afirma que o condomínio será protegido por um muro. "Estamos chocados e somos desfavoráveis", diz Michel Germain , presidente da associação francesa de gays aposentados, que luta contra o isolamento, em entrevista à radio RTL. "Não aprovo a ideia de viver em gueto como ocorre nos Estados Unidos ou na Alemanha, onde há condomínios desse tipo. Os gays não devem criar um grupo à parte", pondera .
Para Catherine Tripon, porta-voz da associação Outros Círculos, que luta contra a homofobia, "é preciso entender que os gays aposentados viveram em outra época, em um período onde a homossexualidade era (considerada) um crime ou uma doença".
Mercado fraco
Inicialmente, o projeto não previa que o condomínio fosse destinado aos gays, disse à BBC Brasil o inglês Danny Silver, diretor do The Villages Group.
"É puro negócio. Quando começamos a vender as casas, em junho, o mercado estava muito fraco. Tivemos então a ideia de visar a clientela gay, com alto poder aquisitivo", contou Silver. O catálogo de vendas foi reeditado para incluir na capa uma bandeira com as cores do arco-íris, principal símbolo da comunidade LGBT. "Em três dias, recebemos 200 pedidos de informações. O mesmo total que havíamos recebido durante três meses", revela o diretor.
Segundo Silver, o projeto do condomínio francês está fazendo sucesso nos Estados Unidos e 12 reservas de casas já foram realizadas pela clientela americana.
Já o prefeito do vilarejo de Sallèles d’Aude, Yves Bastié, afirma "ter caído das nuvens" quando soube, recentemente, que o condomínio terá moradores gays. Ele havia concedido em janeiro as autorizações para construir. "Quando assinei os documentos, o projeto não era esse e poderia ter sido um motivo para recusá-lo", conta o prefeito do vilarejo de 3 mil habitantes.
Bastié, que ressalta não ser homofóbico, lamenta "ter sido colocado diante do fato consumado e não ter podido informar os habitantes do vilarejo previamente". Mas ele destaca o impacto financeiro positivo do projeto.
Segundo Silver, do The Villages Group, o investimento será de 25 milhões de euros e prevê a criação de 60 empregos.
O prefeito convocou reuniões de emergência com os moradores para explicar a situação. Nesses encontros, segundo a imprensa francesa, alguns habitantes afirmaram temer a criação de um gueto no local.
Outros fizeram comentários irônicos e até mesmo discursos homofóbicos. Mas também há moradores que destacam o lado positivo do investimento, que deverá atrair novos consumidores ao vilarejo onde várias lojas têm sido fechadas nos últimos tempos em razão da crise.
"O problema é que na França as pessoas têm a visão de que um local para aposentados deve ser um asilo onde as pessoas vão para morrer", observa Silver. "Os franceses não entendem que pode ser um lugar com estilo de vida para pessoas ativas e não algo para quem precisa de cuidados médicos", prossegue. Ele destaca ainda que não é possível impedir, por razões legais, a venda das casas a heterossexuais.
As obras começarão em setembro e o projeto deverá ser inaugurado no início de 2015, segundo Silver. O condomínio fica próximo ao Canal do Midi (que liga o rio Garonne ao mar Mediterrâneo), um dos mais antigos canais da Europa ainda em funcionamento, construído no século 17 e tombado pelo patrimônio mundial da Unesco.
Fonte: BBC
Editora Metanoia lança mais dois livros para o publico LGBTS
A editora Metanoia, uma editora que lança livros voltados para o publico LGBT, lança mais dois livros !
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Video: Artista cria vídeo com beijo gay de 85 minutos e causa polemica no youtube
Como é possível que um beijo entre dois homens seja capaz de ativar a censura do Youtube?
O artista Idan Bitton fez um vídeo com seu amigo Alfredo Calle Ferran, chamado "First Kiss", uma bela cena que mostra a sensação do primeiro beijo entre dois homens.
"Este fato (censura) mostra o medo, a ignorância e a homofobia, mas é apenas uma visão ampla da opinião do povo e do seu ponto de vista, mesmo nesta fase final da luta", comentou o artista se referindo o público do YouTube.
O vídeo não quebrou nenhuma regra do Youtube, os atores estavam vestidos e não havia nenhum detalhe pornográfico, mas parece que o número muito grande de usuários reclamaram e votaram como "inapropriado" e foi imposto limite de idade que bloqueia o videos a todos, sendo liberado somente para pessoas registradas e adultos.
Google, youtube e facebook tem mecanismos de censura altamente questionáveis, principalmente no que se refere ao conteúdo LGBT.
"First Kiss", oferece uma visão de um momento de intimidade entre dois homens. O beijo não interage com os espectadores nem busca sua aprovação, para mim o vídeo é um reflexo do direito ao impulso dos homossexuais”. disse Idan Bitton
Atleta olímpico Gay diz que não vai mudar quem ele é para se adequar às regras anti-gays russas
A estrela Blake Skjellerup criticou as leis anti-gays da Rússia, em entrevista à Sky News -, mas se posicionou contra um boicote. Ele contou ao programa : "Eu acho que a minha presença e a presença do todo mundo em Sochi (Russia), se nos unirmos sobre esta questão poderá trazer uma maior consciência para eles, e uma educação superior, não só para o povo russo, mas também para o governo russo. " Ele pediu para os atletas para participarem dos jogos em uma demonstração de apoio aos direitos LGBT. "Eu estou indo para os Jogos Olímpicos, porque eu acredito no poder da visibilidade ", acrescentando:" O mundo está vendo isso, e está olhando para as pessoas LGBT da Rússia e estamos indo para mostrar-lhes que estamos com eles e que nós não vamos apoiar a nova e recente legislação de seu governo. "
As leis anti-gays da Rússia reuniram muitas críticas nas últimas semanas. Casos de violência aos LGBT no país vem crescendo rapidamente, com relatos de ataques apoiado pelo Estado, estupros "corretivos", e assassinatos.
Mas Blake diz que não vai mudar: "Eu não vou mudar a pessoa que eu sou apenas por uma questão de algumas regras existentes em um país. "
Dos 14.690 atletas que competiram em Londres 2012, apenas 23 eram abertamente gay. " Espero que eu possa trazer alguma mudança positiva para a Rússia, espero ajudar eles a superar a sua discriminação LGBT ".
Blake, que não saiu do armário com 22 anos, contou sobre os medos de ser gay nas Olimpíadas: "No meu ponto de vista, os desportistas não saem do armário porque não se sentem seguros em seu ambiente e têm medo de que sua sexualidade pode comprometer a sua posição em muitas coisas importante para eles.
" Nos Jogos Olímpicos de Inverno anterior, em Vancouver, Canadá - um país que reconhece casamentos do mesmo sexo - Blake falou que conheceu muitos atletas gays, mas que não estavam competindo nas Olimpíadas. "Essa viagem me inspirou a querer compartilhar a minha história ... Eu queria que os jovens a vissem que se pode ser gay no esporte e se pode conseguir tudo o que se deseja alcançar, desde que você esteja em Paz com quem você é."
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Eli Lieb - Young Love - Legendado
Videoclipe Young Love do cantor Eli Lieb, onde ele fala sobre um romance gay
Letra :
when I was twenty two the day that I met you
when you took my hand through the night
it was getting late and you asked me to stay
and hold you until we see light
shut the door and turn the lights off
and put up your dukes tonight
cause this love is getting dangerous and I need some more tonight
your touch is contagious you know what I need tonight
I can't run and I can't hide
I'll be wasted by the light
I'm undone but I'm alive
don't ever wanna see the morning light
when I was young in love when you were everything
we'd stay up and drink through the night
laying on the roof I put my hands on you
you said our love will never die
shut the door and turn the lights off
and put up your dukes tonight
cause this love is getting dangerous and I need some more tonight
your touch is contagious you know what I need tonight
I can't run and I can't hide
I'll be wasted by the light
I'm undone but I'm alive
don't ever wanna see the morning light
and if we go down with this ship
we go down together
and if we should die tonight
it's you and me forever
forever you and I
together until we die
and I'll be right next to you
even on the other side
cause this love is getting dangerous and I need some more tonight
your touch is contagious you know what I need tonight
I can't run and I can't hide
I'll be wasted by the light
I'm undone but I'm alive
don't ever wanna see the morning light
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Família de menina Trans de 6 anos luta para conseguir mudar seu nome nos documentos
Ele nasceu com genitália masculina como seu irmão gêmeo. Mas sua mãe conta que com um ano e meio começou a repetir: "Eu sou uma menina", "eu sou uma princesa", e colocava roupa de menina e pedia para brincar com bonecas. "Aos quatro anos escolheu um nome feminino e nos pediu para chamá-la assim" disse a mãe. "Nós disse que se não chamávamos ela assim, não ia nos responder." Hoje "Lulu" tem seis anos e é uma menina trans. Ela vive com sua mãe e irmão no subúrbio de Buenos Aires e estuda no jardim de infância que respeita a sua identidade.
A história de Lulu se tornou pública há poucos dias através de uma nota em jornal de Buenos Aires, mas faz muito tempo que sua família, terapeutas e representantes da comunidade LGBT estão trabalhando para ajudar essa criança a crescer feliz.
"Quando a mãe de Lulu percebeu a identidade de sua filha ela se comunicou com a gente, buscando informações e conselhos", diz César Cigliutti, presidente da Comunidade Homossexual Argentina (CHA). Valeria Pavan, coordenadora da nossa área de saúde, psicóloga, que por sua formação e experiência, cuida de tudo que está envolvido nesta situação.
Mas o principal obstáculo ao pleno desenvolvimento da Lulu é a falta de um documento de identidade de acordo com sua identidade de gênero. "É difícil levá-la a uma emergência, porque tem 39 graus de febre, e ela ser olhada estranhamente porque vêem ela de tranças e saia, em vez de ser olhado o que está errado com sua saúde, porque o seu documento tem um nome e foto do menino", explicou o mãe.
Na Argentina a lei de identidade de gênero já foi aprovada e permite a troca de nome e sexo no documento de identidade. A Lei tem um mecanismo para casos de menores de 14 anos, mas o cartório do município não aceitou e lhes disse para solicitar através da justiça. Pedro Paradiso Sottile, secretário e coordenador do Departamento Jurídico da CHA, disse que "o Estado tem a obrigação de dar a sua certidão de nascimento e uma nova identidade de acordo com a solicitação de correção do registro".
Torcemos para que em pouco tempo a justiça autorize a alteração de documentos de Lulu e ela siga feliz sem se sentir desamparada pelo Estado.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Video: Grupo de militares russos atacam ativista dos direitos LGBT em São Petersburgo
O ativista Krill Kalugin foi atacado pelo grupo de militares Russo por estar portando uma bandeira do arco iris na cidade onde nasceu a lei contra a propaganda LGBT.
O vídeo mostra a intolerância do grupo e a ação da polícia para não permitir uma agressão maior ao ativista.
A Russia tem sido alvo de boicotes devido as suas políticas de discriminação aos LGBT.
As olimpíadas que serao realizadas ano que vem nesse País, certamente causaram grande repercussão internacional, nao pelas vitórias dos atletas, mas pela perseguição a LGBT que estiverem no País.
Vacina brasileira contra a Aids será testada em macacos
Uma vacina brasileira contra o vírus HIV, causador da Aids, começará a ser testada em macacos no segundo semestre deste ano. Com duração prevista de 24 meses, os experimentos têm o objetivo de encontrar o método de imunização mais eficaz para ser usado em humanos. Concluída essa fase, e se houver financiamento suficiente, poderão ter início os primeiros ensaios clínicos.
Denominado HIVBr18, o imunizante foi desenvolvido e patenteado pelos pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Edecio Cunha Neto, Jorge Kalil e Simone Fonseca. Atualmente, o projeto é conduzido no âmbito do Instituto de Investigação em Imunologia, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apoiado pela FAPESP no Estado de São Paulo.
O trabalho teve início em 2001, com apoio de um Auxílio Regular sob a coordenação de Cunha Neto. Em parceria com Kalil, o pesquisador analisou o sistema imunológico de um grupo especial de portadores do vírus que mantinham o HIV sob controle por mais tempo e demoravam para adoecer. No sangue dessas pessoas, a quantidade de linfócitos T do tipo CD4 – o principal alvo do HIV – permanecia mais elevada que o normal.
“Já se sabia que as células TCD4 são responsáveis por acionar os linfócitos T do tipo CD8, produtores de toxinas que matam as células infectadas. As TCD4 acionam também os linfócitos B, produtores de anticorpos. Mas estudos posteriores mostraram que um tipo específico de linfócito TCD4 poderia também ter ação citotóxica sobre as células infectadas. Os portadores de HIV que tinham as TCD4 citotóxicas conseguiam manter a quantidade de vírus sob controle na fase crônica da doença”, contou Cunha Neto.
Os pesquisadores então isolaram pequenos pedaços de proteínas das áreas mais preservadas do vírus HIV – aquelas que se mantêm estáveis em quase todas as cepas. Com auxílio de um programa de computador, selecionaram os peptídeos que tinham mais chance de serem reconhecidos pelos linfócitos TCD4 da maioria dos pacientes. Os 18 peptídeos escolhidos foram recriados em laboratório e codificados dentro de um plasmídeo – uma molécula circular de DNA.
Testes in vitro feitos com amostras de sangue de 32 portadores de HIV com condições genéticas e imunológicas bastante variadas mostraram que, em mais de 90% dos casos, pelo menos um dos peptídeos foi reconhecido pelas células TCD4. Em 40% dos casos, mais de cinco peptídeos foram identificados. Os resultados foram divulgados em 2006 na revista Aids.
Em outro experimento divulgado em 2010 na PLoSOne, em parceria com Daniela Rosa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e Susan Ribeiro, da FMUSP, os peptídeos foram administrados a camundongos geneticamente modificados para expressar moléculas do sistema imunológico humano. Nesse caso, 16 dos 18 peptídeos foram reconhecidos e ativaram tanto os linfócitos TCD4 como os TCD8.
“Fizemos o experimento com quatro grupos de camundongos. Cada um expressava um tipo diferente da molécula HLA (sigla da expressão em inglês para Antígenos Leucocitários Humanos), que está diretamente envolvida com o reconhecimento do vírus”, contou Cunha Neto.
O grupo então desenvolveu uma nova versão da vacina com elementos conservados de todos os subtipos do HIV do grupo principal, chamado grupo M, que mostrou-se capaz de induzir respostas imunes contra fragmentos de todos os subtipos testados até o momento. O trabalho foi conduzido durante o doutorado de Rafael Ribeiro.
“Os resultados sugerem que uma única vacina poderia, em tese, ser usada em diversas regiões do mundo, onde diferentes subtipos do HIV são prevalentes”, afirmou Cunha Neto.
No teste mais recente, feito com camundongos e ainda não publicado, os pesquisadores avaliaram a capacidade dessa nova vacina de reduzir a carga viral no organismo. “O HIV normalmente não infecta camundongos, então nós pegamos um vírus chamado vaccinia – que é aparentado do causador da varíola – e colocamos dentro dele antígenos do HIV”, contou Cunha Neto.
Nos animais imunizados com a vacina, a quantidade do vírus modificado encontrada foi 50 vezes menor que a do grupo controle. Agora estão sendo realizados experimentos para descobrir se, de fato, a destruição viral aconteceu por causa da ativação das células TCD4 citotóxicas.
“Vamos imunizar um camundongo e injetar o vírus modificado. Em seguida, separaremos os linfócitos produzidos e injetaremos em um segundo animal apenas as células TCD4. Um terceiro animal receberá apenas as células TCD8. Depois esses dois animais que receberam os linfócitos com o vírus modificado serão infectados – e um terceiro receberá apenas placebo – para podermos ver qual organismo é capaz de combater melhor o vírus”, explicou Cunha Neto.
Os cientistas estimam que, no estágio atual de desenvolvimento, a vacina não eliminaria totalmente o vírus do organismo, mas poderia manter a carga viral reduzida ao ponto de a pessoa infectada não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.
Segundo Cunha Neto, a HIVBr18 também poderia ser usada para fortalecer o efeito de outras vacinas contra a Aids, como a desenvolvida pelo grupo do imunologista Michel Nussenzweig, da Rockefeller University, de Nova York, feita com uma proteína do HIV chamada gp140.
“Em um experimento conduzido pela pesquisadora Daniela Rosa, observamos que a pré-imunização com a HIVBr18 melhora a resposta à vacina feita com a proteína recombinante do envelope do HIV gp140, que é a responsável pela entrada do vírus nas células. Uma vacina capaz de induzir a produção de anticorpos contra essa proteína poderia bloquear a infecção pelo HIV”, disse Cunha Neto.
Macacos Rhesus
A última etapa do teste pré-clínico será realizada na colônia de macacos Rhesus do Instituto Butantan – uma parceria que envolve as pesquisadoras Susan Ribeiro, Elizabeth Valentini e Vania Mattaraia. A vantagem de fazer testes em primatas é a semelhança com o sistema imunológico humano e o fato de eles serem suscetíveis ao SIV, vírus que deu origem ao HIV.
“Nosso objetivo é testar diversos métodos de imunização para selecionar aquele capaz de induzir a resposta imunológica mais forte e então poder testá-lo em humanos. Além da vacina de DNA originalmente criada, vamos colocar os nossos peptídeos dentro de outros vírus vacinais, como o adenovírus de chimpanzé, vacina da febre amarela ou o MVA, e selecionar a melhor combinação de vetores”, afirmou Cunha Neto.
Há dados que mostram, por exemplo, que a vacina com adenovírus recombinante contendo os mesmos 18 fragmentos do HIV em camundongos induz uma resposta imunológica de maior magnitude que a vacina de DNA.
Segundo Cunha Neto, o objetivo é verificar não apenas qual é a formulação que mais ativa os linfócitos TCD4 citotóxicos como também a que mais auxilia a resposta de linfócitos TCD8 e a produção de anticorpos contra a proteína gp140, do envelope do vírus.
O ensaio clínico de fase 1 deverá abranger uma população saudável e com baixo risco de contrair o HIV, que será acompanhada de perto por vários anos. Nesse primeiro momento, além de avaliar a segurança do imunizante, o objetivo é verificar a magnitude da resposta imune que ele é capaz de desencadear e por quanto tempo os anticorpos permanecem no organismo.
Se a HIVBr18 for bem-sucedida nessa primeira etapa da fase clínica, poderá despertar interesse comercial. A esperança dos cientistas é atrair investidores privados, uma vez que o custo estimado para chegar até terceira fase dos testes clínicos é de R$ 250 milhões. Até o momento, somando o financiamento da FAPESP e do governo federal, foi investido cerca de R$ 1 milhão no projeto.
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